Blogaceiro

Despretensiosamente Pretensioso... Nada d+ e nem d-... Somente divagações e "achismos"... Algumas bizarrices diárias, ironias e gozações... Portanto, não levem muito a sério!

sexta-feira, maio 18, 2007

Atenção para as "regras"! :)

Não dá para deixar passar esta crônica da Martha Medeiros (Revista O Globo - 25/março/07)...
Como sempre, me divirto com o que ela escreve!!
Vale a pena!!!

Quem é que vai pagar por isso?

Foi com surpresa que me deparei outro dia com um costume que eu jurava que não existisse mais. Estava jantando num restaurante com meu namorado quando o garçom trouxe dois cardápios para a mesa. Ambos listando todos os pratos da casa, mas o meu, sem os preços. Quem deve pagar a conta, afinal? Como se houvesse uma resposta única para uma questão tão complexa. Vamos resolver isso de uma vez por todas: no caso de ser apenas um casal de amigos, cada um paga a sua parte, a não ser que um queira fazer uma gentileza para o outro. O outro, elegantemente, retribuirá numa próxima vez. Terminada a sessão amigos, vamos ao que interessa: encontros amorosos, sexuais ou matrimoniais. Queridas feministas, fiquem fora disso.

Se o homem convidou a mulher para jantar pela primeira vez, ele paga. Não tem acordo.

Se o homem convidou a mulher para jantar pela segunda vez, paga de novo.

Se está meio duro, que a convide para um lugar modesto, sem problema.

Se esses jantares evoluíram para um namoro, ninguém mais está convidando, eles simplesmente combinaram de comer alguma coisa depois do cinema, então ela pode começar a pagar de vez em quando.

Se ele andou aprontando, sendo grosseiro ou pisando na bola, podem estar juntos há 20 anos: ele paga. Caro.

Se ela andou aprontando, sendo grosseira ou pisando na bola, ele paga também, para que ela não pense que as coisas se resolvem assim tão facilmente, com uma continha de restaurante.

Se ele não tem um tostão, está desempregado, quebrado, falido, mas compensa sendo um cara sensacional, ela paga quantas vezes for preciso (mas torcerá, em silêncio, para que essa situação seja passageira).

Se ela não tem onde cair morta, mas é tão doce que faz questão absoluta de pagar pelo menos uma vez na vida, ele a leva para comer um cachorro-quente e permite que rachem a conta.

Se os dois são milionários, ele paga.

Se os dois são duros, estão fazendo o que num restaurante?

Se o casamento está em crise, ele paga. Era só o que faltava fazê-la chorar e arcar com a conta ainda por cima.

Se o casamento está em plena lua-de-mel, ele paga. E vai achar barato.

Se ela é uma deusa e ele um medonho, ele paga.

Se ele é um gato e ela um tribufu, nada muda, ué: ele paga.

Se ele é um gato, um papo ótimo e uma cama melhor ainda, ela cozinha em casa para ele e nunca mais o deixa escapar.

Se ele é grosso, ignorante e mal-educado, ela paga a conta e pede licença para ir ao toalete, quando na verdade vai pegar um táxi para casa e providenciar a troca do número do telefone.

Se você não se encaixa em nenhuma dessas situações, ele paga.

quarta-feira, maio 16, 2007

Outro dia estava avaliando meu bloguinho... tão abandonado, coitado...
Achei bizarro eu ter começado a escrever nele em uma fase antagônica a que vivo hoje... talvez por este motivo tenha deixado ele de lado! Tantas vezes eu tenho vontade de escrever, colocar minhas idéias neste espaço, criado com tanto carinho para meus desabafos... o único problema é que agora meus desabafos, minhas principais histórias, estão lincados a maternidade e o Blogaceiro definitivamente não foi criado para estes assuntos - o próprio nome já demonstra... hahaha
Mas, entre a vontade de criar outro espaço ou aproveitar o que já tenho (com muito carinho), resolvi utilizar o Blogaceiro mesmo! Afinal, meus assuntos são sempre variados... e, quando referentes a maternidade, não deixarão de existir os bizarros, não é?!
Além do mais, trago com estas novas experiências de amor incondicional, mais ternura e felicidades para o meu bloguinho...
Espero que meus amigos continuem aqui, acompanhando minhas peripécias, loucuras e desabafos... :)
Beijocas mil!!!

Mãe plena e feliz!

A minha gravidez não foi planejada. Veio de surpresa... como eu costumo dizer, foi um “deslize adolescente tardio”. Embora não estivesse esperando por isso, nem pensei na possibilidade de não assumir. E, assumir da melhor forma, de maneira realmente intensa! Já que a maternidade havia chegado, eu quis vivê-la plenamente. Conversei com meu marido e resolvi que durante o primeiro ano de vida da minha filha, eu ficaria em casa cuidando dela.
A Bárbara chegou no dia 31 de dezembro de 2005, à noite... uma semana antes da data prevista. Foi um reveillon inesquecível! O sentimento mágico que a chegada de um ano novo desperta é de renovação, de esperança. O nascimento da Bárbara foi a consagração destas emoções!
Para muitas mulheres, hoje, é inconcebível que se relegue a vida profissional a segundo plano por um filho. Mas eu fiz isso e não me arrependo nem por um minuto sequer, apesar dos desgastes físico, mental e emocional que vêm incluídos no pacote “mãe em turno integral”.
Fiz tudo como manda o figurino: a Bárbara mamou exclusivamente no peito até os seis meses, teve minha constante presença, muito estímulo e atenção e, especialmente, muito amor! Sempre soube que quanto mais eu estivesse presente nestes primeiros momentos, melhor ela se desenvolveria. Hoje, um ano e 4 meses depois, tenho certeza que fiz a coisa certa!
E você me pergunta: faria novamente num próximo filho? Eu respondo: não sei!!
Porque relegar a profissão e ficar em casa é difícil. Vale a pena, mas é muito penoso. É complicado durante o período que estamos “paradas” (embora 24 horas de atividades exaustivas cuidando de um bebê, ter o sono interrompido de 3 em 3 horas durante todas as noites por 11 meses e continuar sem uma noite ininterrupta de sono por sabe-se-lá quanto tempo, não possa se enquadrar em “estar parada”), e é mais complicado ainda quando decidimos retomar as atividades profissionais!! Voltar a enviar currículos e competir por vagas com quem não tem filhos na bagagem... você sabe o que é isso? Após um longo período, recomeçar é um pouco assustador. Além do mais, agora tenho que organizar não apenas os meus horários e atividades, mas os da minha filha também – um de acordo com o outro!
Definitivamente “culpa” não faz parte do meu cotidiano como mãe e profissional. Fiz, e faço, tudo que estiver ao meu alcance pelo bem-estar da minha filha. Um ano de dedicação exclusiva fez de mim uma mãe segura quanto ao cumprimento do meu papel. Hoje a Bárbara está meio período na escolinha, muito bem adaptada. É uma criança feliz, curiosa, saudável, amorosa, que tem muita iniciativa e é independente. Isso é muito recompensador para mim, não há dinheiro que pague!