Blogaceiro

Despretensiosamente Pretensioso... Nada d+ e nem d-... Somente divagações e "achismos"... Algumas bizarrices diárias, ironias e gozações... Portanto, não levem muito a sério!

quarta-feira, maio 16, 2007

Mãe plena e feliz!

A minha gravidez não foi planejada. Veio de surpresa... como eu costumo dizer, foi um “deslize adolescente tardio”. Embora não estivesse esperando por isso, nem pensei na possibilidade de não assumir. E, assumir da melhor forma, de maneira realmente intensa! Já que a maternidade havia chegado, eu quis vivê-la plenamente. Conversei com meu marido e resolvi que durante o primeiro ano de vida da minha filha, eu ficaria em casa cuidando dela.
A Bárbara chegou no dia 31 de dezembro de 2005, à noite... uma semana antes da data prevista. Foi um reveillon inesquecível! O sentimento mágico que a chegada de um ano novo desperta é de renovação, de esperança. O nascimento da Bárbara foi a consagração destas emoções!
Para muitas mulheres, hoje, é inconcebível que se relegue a vida profissional a segundo plano por um filho. Mas eu fiz isso e não me arrependo nem por um minuto sequer, apesar dos desgastes físico, mental e emocional que vêm incluídos no pacote “mãe em turno integral”.
Fiz tudo como manda o figurino: a Bárbara mamou exclusivamente no peito até os seis meses, teve minha constante presença, muito estímulo e atenção e, especialmente, muito amor! Sempre soube que quanto mais eu estivesse presente nestes primeiros momentos, melhor ela se desenvolveria. Hoje, um ano e 4 meses depois, tenho certeza que fiz a coisa certa!
E você me pergunta: faria novamente num próximo filho? Eu respondo: não sei!!
Porque relegar a profissão e ficar em casa é difícil. Vale a pena, mas é muito penoso. É complicado durante o período que estamos “paradas” (embora 24 horas de atividades exaustivas cuidando de um bebê, ter o sono interrompido de 3 em 3 horas durante todas as noites por 11 meses e continuar sem uma noite ininterrupta de sono por sabe-se-lá quanto tempo, não possa se enquadrar em “estar parada”), e é mais complicado ainda quando decidimos retomar as atividades profissionais!! Voltar a enviar currículos e competir por vagas com quem não tem filhos na bagagem... você sabe o que é isso? Após um longo período, recomeçar é um pouco assustador. Além do mais, agora tenho que organizar não apenas os meus horários e atividades, mas os da minha filha também – um de acordo com o outro!
Definitivamente “culpa” não faz parte do meu cotidiano como mãe e profissional. Fiz, e faço, tudo que estiver ao meu alcance pelo bem-estar da minha filha. Um ano de dedicação exclusiva fez de mim uma mãe segura quanto ao cumprimento do meu papel. Hoje a Bárbara está meio período na escolinha, muito bem adaptada. É uma criança feliz, curiosa, saudável, amorosa, que tem muita iniciativa e é independente. Isso é muito recompensador para mim, não há dinheiro que pague!