Aos meus amigos...
Tenho poucos, mas ótimos amigos. Daqueles que a distância não separa, sabem? Daqueles que enriquecem com opiniões diferentes, vibram com as experiências de vidas diferentes, e que participam na alegria e na tristeza. Daqueles que "não estar presente fisicamente" não é diretamente proporcional a "não estar nem ai"!
A vida leva cada um para um lado (é certo!). As ocupações de cada um são diferentes, os tempos são desencontrados... novos relacionamentos surgem durante o percurso... novas famílias vão sendo criadas. Enfim, é quase uma provação que a vida coloca para, no fim, mostrar quem são os verdadeiros amigos!
A facilidade tecnológica que temos hoje em dia é um alento! Difícil não sobrar um tempinho para um "oi básico" no msn, um scrap no orkut, um e-mailzinho... dá até para economizarmos no telefone, usando os recursos que a internet dispõe (então, money não é mais desculpa se não der para fazer nem um 21 - hehehe)... Enfim, "o tempo passa, o tempo voa"! Mas amigos que são amigos, ficam! Não é vero?!
Para vocês, então, dedico o texto abaixo:
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."
(Oscar Wilde)

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